Lucas Ramos Borges, Advogado

Lucas Ramos Borges

Franca (SP)

Sobre mim

Especialista em Direito e Processo do Trabalho e Direito Empresarial
Graduado pela Universidade de Franca;
Pós Graduado em Direito do Trabalho pelo Centro de Estudos Renato Saraiva (CERS);

Pós Graduado em Direito Empresarial pela Estácio;

Advogado atuante há 12 (doze) anos;

Proprietário do Escritório LUCAS RAMOS BORGES ADVOGADOS.

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Eduardo Pedro Gonçalves, Advogado
Eduardo Pedro Gonçalves
Comentário · há 7 anos
Boas colocações. Exageradas a meu ver, mas boas, para reflexão. Teço comentários de trecho do texto:
"Primeiro. Ninguém é ingênuo de pensar que a força tarefa Lava jato realizava seus trabalhos sem qualquer comunicação entre o juiz e os procuradores. Óbvio que mantinham comunicação." - SIM, de fato, vejo com frequência, bastante infeliz até, a troca de informações entre MP e juízes, particularmente na seara criminal onde o advogado está sempre em constante desvantagem.

"Segundo. Caso as mensagens sejam publicadas na íntegra, e contenham de fato um Lawfare, isso enfraquece muito a operação Lava jato, as instituições, seja o MPF, seja o Judiciário, seja o atual Ministro da Justiça, e quem sabe até o Governo Bolsonaro." - Não creio. Enfraquece o ministro SE e somente SE houver mais do que essas comunicações de vai-vem entre juízo e MP.

"Terceiro. Essas divulgações não alteram em primeiro plano o julgamento do Lula, até porque passou por revisão do TRF e teve a pena aumentada." Com certeza!! Não se pode falar que houve um julgamento apenas. São 3 julgamentos até agora, instâncias diferentes. Não creio que o advogado do Lula seja ruim, a causa não era boa.

"Quarto. A ética dos poderes e sua lisura é colocada em cheque. Retirando a paixão política, pergunta-se, alguém gostaria de ter seu processo julgado por juiz que age como acusador?". Contraditório. Essa proposição é oposta a anterior, porque não foi um único juiz a julgar, foram três julgamentos, três instancias, diferentes escolas de pensamento.

"Quinto. Ainda é cedo, mas a se confirmarem a veracidade e o contexto dessas mensagens, a esquerda (leia-se PT), será munida de um arsenal gigantesco para continuar o embate político."- Na verdade já começo a ver pipocar na internet manifestações de apoio a Lava-jato e condenações a forma como foram obtidas essas"provas", através de hackers. Ou seja, parece que a esquerda, em vez de fazer um mea culpa, se embaraça ainda mais com criminosos digitais ou não para questionar uma reputação. Na ausência de meios legais parte-se para o vale tudo.

"Sexto. O Brasil vive um ultrapassar de limites dos poderes. Ora o STF criando tipo penal, fato que pertence aos que foram eleitos para isso, o congresso, que queda-se inerte. E se confirmar o teor das conversas, é judiciário acusando e MPF interferindo na política." - A se confirmar né, pois até agora não se vê nada ilegal.

"Sétimo. Ditadura? Já que todos estão ultrapassando os limites, imagine se as forças armadas resolvem ultrapassar também. Todos esses fatos juntos podem estar pavimentando essa estrada que conduz a muitas dores. Espera-se que não." - Quando Bolsonaro assumiu falou-se o mesmo. Não defendo o presidente eleito mas há de se convir que estamos bem longe de uma ditadura, não imagino que a queda/não queda de um ministro possa incorrer nesse tipo de coisa.
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Murilo Cepulveda, Advogado
Murilo Cepulveda
Comentário · há 9 anos
Esse tipo de assimetria moral é simplesmente assustadora. Primeiramente porque parte da falsa premissa de que houve "censura", quando a situação real foi um boicote voluntário e o encerramento também voluntário da exposição, por parte do Banco Santander, que, se quisesse, poderia ter mantido a "mostra cultural". Ora, se não não houve imposição judicial ou política com o comando "encerre a exposição", não há que se falar em censura, mesmo porque este tipo de vedação constitucional surgiu para proteger o povo perante abusos do estado, que, neste caso, não interveio. Em segundo lugar, dizer "sou cristão" e depois "feche os olhos" é simplesmente incoerente. Se você é cristão, pode dar a SUA outra face a bater, e não exigir que os seus irmãos deem as deles, sob pena de você estar agindo como "dono da verdade" enquanto acusa os outros de o serem. Ademais, trata-se de uma exposição financiada com dinheiro público, aberta ao público, logo é de interesse público. Fosse uma roda fechada de odiadores do cristianismo, aí seria possível alegar "gosto de cada um", mas não foi o caso. Neste sentido, dizer que "ninguém é obrigado a ir no museu" é uma redução demasiadamente pueril do verdadeiro problema. Quer dizer, ninguém é obrigado a ir, mas somos todos obrigados a financiar com nosso dinheiro de contribuinte e, mesmo assim, recomenda-se "fechar os olhos" para isso? Que senso distorcido de justiça é esse? E tem mais, se "as obras são para adultos" como o senhor alega, então por que permitiu-se em primeiro lugar que crianças frequentassem o local? É responsabilidade dos organizadores delimitar a faixa etária que terá acesso às obras. Se você mesmo admite que as obras eram para adultos mas os organizadores permitiram o acesso a crianças (o que houve de fato), então logo de cara já se percebe que houve erro e conduta inadequada dos responsáveis pela exposição e cai por terra sua arguição de irresponsabilidade dos pais, que na verdade são vítimas da situação. Ou será que o Santander deixou aviso claro a eles de que a exposição continha imagens de cunho sexual? Pois não parece que foi o caso. Aliás, bastaria tirar o "cristianismo" da equação e imaginar situação idêntica com outra religião, e logo se perceberia que era caso de ultraje a objeto de fé. Fosse o alcorão em vez de hóstias com o nome de órgãos genitais escritos nele, esta página estaria cheia de progressistas atacando o evento em vez apelar à ridícula comparação de "grito contra os padrões expostos" (e acredito que, aqui, o senhor quis dizer "impostos", atendendo ao pedágio ideológico revolucionário de impor o rótulo de impositor àqueles que não concordam com você). Maldita é a nossa época, em que o cumprimento da lei (no caso, o Art. 208 do Código Penal, cujo texto abrange o cristianismo assim como qualquer outra religião)é visto como censura e injustiça, mas expropriar dinheiro do contribuinte para cuspir na fé deles é suprassumo da normalidade.
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